Eu sinceramente penso em desistir, algumas vezes
Meu estomago corrói a si mesmo
Minhas mãos contornam os seus dedos
As minhas olheiras, as minhas manchas, as minhas dores
Queria ter a coragem de me deixar de mim
Porque de repente tudo chega ao fim
O cinza ainda mais cinza
A vida ainda sem vida
Queria não mais querer
Queria não sonhar com o calor que não está
Com a mão que não se dá
O coração faz do resto um só soar
No fundo da alma que mora, que morre
Queria não desejar, que meu destino se conheça
Que a solidão se encerre
Não desejar quebrar
Mas ainda, mais do que tudo
Queria matar.
De amor essa maldita vida.
Maldita vida.
Ricardo Coleoni