Ricardo Coleoni
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Um balão
Um balão. É uma sensação estranha quando o ar sopra da sua boca mundo a fora, te deixando vazio. A sensação que tenho é de que o mundo todo não passa de um palhaço, enchendo balões. É a maneira como ele aperta com cuidado o pequeno objeto. Cuidadoso, porém firme. Algo como quem sutilmente convence a outro a se deixar ir e repentinamente o faz tão grande como jamais seria de se esperar de algo tão pequeno. Quem sabe não o encha de contos, histórias, sonhos... É como o trabalho, a educação, a família e o amor. Criam expectativas tão grandes, trazendo consigo obrigações tão grandes quanto, e a cada tombo que você leva na tentativa de seguir tal caminho, você infla a si mesmo e pensa 'Grandes pessoas fazem grandes coisas'! Bem... Quem foi que algum dia me pediu se eu queria ser grande? Talvez seja contra o próprio espírito então, que se cresça, e assustadoramente, como um balão em um palhaço, fica-se tão grande e tão cheio que a pressão te solta e lentamente te puxa para baixo. Infelizmente, por menor que se fique após isso, torna-se impossível voltar ao tamanho real. E de repente, suas expectativas são grandes demais pra alguém tão pequeno.
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