terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vida

Senti a vontade da poesia
O vazio tão característico
A cabeça tencionando, baixa
O olhar cortado, e dói

Vivi o dia como se pudesse
Sorri pra vida como se disesse:
Abre os braços, não chora não
Que o amor ainda apetece

Cansei, cansei e cansei
Quis deitar dentro de mim
Fechar os olhos, cegar
Cair, morrer, deitar

Só mesmo sei da vida o que ela grita
Fraca, besta, puta!
Montando meu peito de cor
Caindo fraco no chão

Sem fé nas pazes
Sem fé no coração
Só mesmo essa vontade
De deitar na imensidão


Ricardo Coleoni

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