Enlameio meu pouco de vida
Porque às vezes há fases
Acorda a desesperança, a insegurança
E dorme a luz e a calmaria
Navego no mar desconhecido da dúvida
Tomando por farol meu medo
E em silêncio
Com mil coisas na cabeça e uma bola no peito
Navego em segredo
Temendo acordar em mim, aquilo que não conheço
Lembro o amor, a cor das flores
E o cheiro de cravo a emanar do hálito
De um tempo em que tudo era simples
A vida corria e brincava sozinha na varanda
Nem lágrimas nem chuva tocavam a minha cama
Agora o vento corre, derradeiro
Sopra forte e abafa o som do meu peito
Esse chiado agudo que por vezes esconde-se
Mas jamais cessa
Não é só medo do futuro ou do destino
Não são os anjos que deitam na minha sombra
É esse eterno sonho, essa vontade imensa
De entender a vida e o amor. Todas as coisas.
Ricardo Coleoni
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