Vista embaçada.
Feixes de luz amarela, janela a dentro
Queimam meus olhos, meu porto
Numa brancura paralizante
Refletem meu peito
Meu gosto, minha alma
Cortando limites
Que eu mesmo impus
Raios de luz... Lindos
Beleza que chora
Lágrimas de desfeixos
Numa tristeza calada
Pudera a incerteza da vida
Cheia de luzes que confortam
Mãos que não se tocam
Sonhos que não se vive
Numa vida inventada dentro
Outra pintada fora
Perdendo-se nas próprias mentiras
Oca. Vazia. Na essência.
De luzes bobas
Brilhando meus olhos
Nos meus reflexos uma verdade
Sem razão para mostrar-se
Deita, filho
Que a luz te queima, resgata
Mostra a verdade, que vive em ti
E que a própria vida mata e apaga.
Ricardo Coleoni
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Nada
Em ruas e calçadas
Em passos e gargalhadas
Dias e madrugadas
Nada
Sutil olhar de frente
Piadas condescendentes
Boca curva a se abrir contente
Nada
Silêncio
Quando as palavras perdem o senso
Perder razão é questão de tempo
Me vejo prezo nos meios
E nada
Faço tudo, busco intenso
Corro contra o tempo
Agrado e desagrado
Na intensão de me encontrar
Nada é aquilo que tenho
Nada é aquilo que rezo
E ainda aquilo que peço
Insiste em dizer-me nada.
Ricardo Coleoni
Em passos e gargalhadas
Dias e madrugadas
Nada
Sutil olhar de frente
Piadas condescendentes
Boca curva a se abrir contente
Nada
Silêncio
Quando as palavras perdem o senso
Perder razão é questão de tempo
Me vejo prezo nos meios
E nada
Faço tudo, busco intenso
Corro contra o tempo
Agrado e desagrado
Na intensão de me encontrar
Nada é aquilo que tenho
Nada é aquilo que rezo
E ainda aquilo que peço
Insiste em dizer-me nada.
Ricardo Coleoni
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Trilhas
Deus, pintando o céu
De muitas cores poe seu véu, noite a dentro
E corações tinge, ao anoitecer
Lembrando o tempo, tão próspero
E à tua memória, o que atenta?
Aquela nuvem mais densa
Travestindo estrelas e desejos
Crivando o peito dos que esperam
Ainda coberta de nada, a rainha resiste
Enluarada e tão só
Enchergando destinos nos meus olhos
Pintando história no meu vazio
Tão louco em sua paixão
Vive e sonha, pela tela
Pensa em suas irmãs, a dormir
Cobertas num manto de tinta
E nos trilhos da estação
A criança senta e sonha
E canta e chora
Parada à porta de uma era
E ainda hoje
Olha pro céu
Tentando enchergar estrelas
Há muito envoltas em seu véu
Olha os trilhos, enferrujados
Dispensam palavras, arrancam suspiros
E pra onde foram, seus caminhos?
E os meus?
Colorindo o tempo, que não é um
Nunca no mesmo tom, o homem ainda,
Por vezes cobre, por vezes pinta
Cores nos meus caminhos, cores na minha vida.
Ricardo Coleoni
De muitas cores poe seu véu, noite a dentro
E corações tinge, ao anoitecer
Lembrando o tempo, tão próspero
E à tua memória, o que atenta?
Aquela nuvem mais densa
Travestindo estrelas e desejos
Crivando o peito dos que esperam
Ainda coberta de nada, a rainha resiste
Enluarada e tão só
Enchergando destinos nos meus olhos
Pintando história no meu vazio
Tão louco em sua paixão
Vive e sonha, pela tela
Pensa em suas irmãs, a dormir
Cobertas num manto de tinta
E nos trilhos da estação
A criança senta e sonha
E canta e chora
Parada à porta de uma era
E ainda hoje
Olha pro céu
Tentando enchergar estrelas
Há muito envoltas em seu véu
Olha os trilhos, enferrujados
Dispensam palavras, arrancam suspiros
E pra onde foram, seus caminhos?
E os meus?
Colorindo o tempo, que não é um
Nunca no mesmo tom, o homem ainda,
Por vezes cobre, por vezes pinta
Cores nos meus caminhos, cores na minha vida.
Ricardo Coleoni
domingo, 13 de junho de 2010
Sonhos Reais
Cheia de palavras, minha boca
Correndo como um rio
Mas os caminhos estão fechados
Não há espaço pro desabafo
Para até a própria mente
Sentindo toques e sonhos
Evitando o sabor dos versos
Até mesmo em pensamento
Sorrisos esparsos
Rindo da própria vida
Achando graça do ar que corre
Achando graça da dor que sente
A luz na mão dada, brilha
Dividindo com ele
Segredos do tempo,
Notícias da alma.
Juntos passeiam no infinito
Escrevendo histórias no som do vento
Olhando a vida acontecer
Dentro de si e dentro de outros
Às vezes, também escreve pra si. Baixinho.
Sonhos nos quais não crê
Mas que ainda assim, se pega rindo
Imaginando que podem ser. Reais.
Correndo como um rio
Mas os caminhos estão fechados
Não há espaço pro desabafo
Para até a própria mente
Sentindo toques e sonhos
Evitando o sabor dos versos
Até mesmo em pensamento
Sorrisos esparsos
Rindo da própria vida
Achando graça do ar que corre
Achando graça da dor que sente
A luz na mão dada, brilha
Dividindo com ele
Segredos do tempo,
Notícias da alma.
Juntos passeiam no infinito
Escrevendo histórias no som do vento
Olhando a vida acontecer
Dentro de si e dentro de outros
Às vezes, também escreve pra si. Baixinho.
Sonhos nos quais não crê
Mas que ainda assim, se pega rindo
Imaginando que podem ser. Reais.
Ricardo Coleoni
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