segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nada

Em ruas e calçadas
Em passos e gargalhadas
Dias e madrugadas
Nada

Sutil olhar de frente
Piadas condescendentes
Boca curva a se abrir contente
Nada

Silêncio
Quando as palavras perdem o senso
Perder razão é questão de tempo
Me vejo prezo nos meios
E nada

Faço tudo, busco intenso
Corro contra o tempo
Agrado e desagrado
Na intensão de me encontrar

Nada é aquilo que tenho
Nada é aquilo que rezo
E ainda aquilo que peço
Insiste em dizer-me nada.


Ricardo Coleoni

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