Em ruas e calçadas
Em passos e gargalhadas
Dias e madrugadas
Nada
Sutil olhar de frente
Piadas condescendentes
Boca curva a se abrir contente
Nada
Silêncio
Quando as palavras perdem o senso
Perder razão é questão de tempo
Me vejo prezo nos meios
E nada
Faço tudo, busco intenso
Corro contra o tempo
Agrado e desagrado
Na intensão de me encontrar
Nada é aquilo que tenho
Nada é aquilo que rezo
E ainda aquilo que peço
Insiste em dizer-me nada.
Ricardo Coleoni
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