Vista embaçada.
Feixes de luz amarela, janela a dentro
Queimam meus olhos, meu porto
Numa brancura paralizante
Refletem meu peito
Meu gosto, minha alma
Cortando limites
Que eu mesmo impus
Raios de luz... Lindos
Beleza que chora
Lágrimas de desfeixos
Numa tristeza calada
Pudera a incerteza da vida
Cheia de luzes que confortam
Mãos que não se tocam
Sonhos que não se vive
Numa vida inventada dentro
Outra pintada fora
Perdendo-se nas próprias mentiras
Oca. Vazia. Na essência.
De luzes bobas
Brilhando meus olhos
Nos meus reflexos uma verdade
Sem razão para mostrar-se
Deita, filho
Que a luz te queima, resgata
Mostra a verdade, que vive em ti
E que a própria vida mata e apaga.
Ricardo Coleoni
Nenhum comentário:
Postar um comentário