terça-feira, 6 de julho de 2010

Quando isso acaba, acaba. E quem sou eu?

Em trapos
Dobrando minhas colchas,
Minhas coisas, minhas forças
Repletas de ti

Riscando
Minhas fotos, meus sorrisos
Nos seus rostos, nos seus gostos
De emoções passageiras

Mal sabe o vento
Das sementes que leva
E me eleva, me completa
Por um segundo

Mal sabe a areia
Que doma meu sono,
Meus sonhos, meus olhos
No esquecimento

Amando aos pedaços
Partindo os abraços
Soltando-se as mãos

Curvando a cabeça
Relendo das cartas
Sentado no chão

Cansado, cego, surdo
Olhando pra vida
A rua vazia
Ninguém no portão.


Ricardo Coleoni

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