Em trapos
Dobrando minhas colchas,
Minhas coisas, minhas forças
Repletas de ti
Riscando
Minhas fotos, meus sorrisos
Nos seus rostos, nos seus gostos
De emoções passageiras
Mal sabe o vento
Das sementes que leva
E me eleva, me completa
Por um segundo
Mal sabe a areia
Que doma meu sono,
Meus sonhos, meus olhos
No esquecimento
Amando aos pedaços
Partindo os abraços
Soltando-se as mãos
Curvando a cabeça
Relendo das cartas
Sentado no chão
Cansado, cego, surdo
Olhando pra vida
A rua vazia
Ninguém no portão.
Ricardo Coleoni
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