Ainda que o teu perfume
Preenchesse meu peito
Que tua boca, macia
Sugasse meu ar
Mesmo que eu pintasse a minha mente
Desenhasse no que ainda lembro de ti
No teu contorno, e no teu peito
Um coração
A verdade ainda existiria
Mesmo que eu fingisse que não sabia
Que eu mentisse pra mim mesmo
Das aberturas na tua boca
Da cadencia da tua voz
Ainda que eu acreditasse
Na simpatia dos movimentos
E que a verdade e a vida
Conviviam em harmonia
A verdade não se calaria
De tudo o que vivemos
O que eu ainda lembro
A musica no rádio
E o gosto do teu corpo
Ricardo Coleoni
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