Quem sabe
No alto da torre
Ainda haja um lar, um lugar
Onde meu coração possa estar
Onde, mesmo visíveis
Meus sonhos possuam cores
E mesmo cansados
Sonhem também seus sonhos
Quem sabe
Em algum lugar, no ar
Meus amores voem, alto o bastante
Pra se deixarem tocar
Onde, a chuva que cai
Chova de olhos que brilham
Donos de um rosto que ria
E brilhe em mim sua alegria
Quem sabe estrelas sejam anjos
Voando através dos anos
Por vezes só esperando
A chance de se mostrar
Onde a vida conte uma história
Encharcada de voz e de cor
Sentada sob uma nuvem
Tomada de despertar
Ricardo Coleoni
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Verdades que não querem se dizer
Ainda que o teu perfume
Preenchesse meu peito
Que tua boca, macia
Sugasse meu ar
Mesmo que eu pintasse a minha mente
Desenhasse no que ainda lembro de ti
No teu contorno, e no teu peito
Um coração
A verdade ainda existiria
Mesmo que eu fingisse que não sabia
Que eu mentisse pra mim mesmo
Das aberturas na tua boca
Da cadencia da tua voz
Ainda que eu acreditasse
Na simpatia dos movimentos
E que a verdade e a vida
Conviviam em harmonia
A verdade não se calaria
De tudo o que vivemos
O que eu ainda lembro
A musica no rádio
E o gosto do teu corpo
Ricardo Coleoni
Preenchesse meu peito
Que tua boca, macia
Sugasse meu ar
Mesmo que eu pintasse a minha mente
Desenhasse no que ainda lembro de ti
No teu contorno, e no teu peito
Um coração
A verdade ainda existiria
Mesmo que eu fingisse que não sabia
Que eu mentisse pra mim mesmo
Das aberturas na tua boca
Da cadencia da tua voz
Ainda que eu acreditasse
Na simpatia dos movimentos
E que a verdade e a vida
Conviviam em harmonia
A verdade não se calaria
De tudo o que vivemos
O que eu ainda lembro
A musica no rádio
E o gosto do teu corpo
Ricardo Coleoni
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Pânico
Pontas dos dedos e do nariz
Mera menção, irreal
Na profundidade do frio
Na intensidade do ar
Passantes nas ruas, cores e olhares
Impossíveis de acompanhar
Tão rápido são seus passos
Que mal sabem onde vão
Vejo o rosto, que também me vê
O frio sobe a espinha
Pés que já andam, independentes
Correm rápidos como a batida do meu coração
O caminho torna-se incerto
Os rostos tornam-se riscos
Os músculos pulam, ao atrito de outros
Fecha os olhos! Deus, faz passar!
E não passa
E eles passam
A saliva prende à garganta
O estomago dá-se um nó
E os passos se pegam confusos
Incertos até de um e outro
Passa a mão na cabeça
Cerra os olhos
Finge que nada é real
Finge que dorme
Se pega olhando pro fundo
No tenro abismo do mundo
Onde a calma se faz verdade
Cortando do medo os pulsos
Ricardo Coleoni
Mera menção, irreal
Na profundidade do frio
Na intensidade do ar
Passantes nas ruas, cores e olhares
Impossíveis de acompanhar
Tão rápido são seus passos
Que mal sabem onde vão
Vejo o rosto, que também me vê
O frio sobe a espinha
Pés que já andam, independentes
Correm rápidos como a batida do meu coração
O caminho torna-se incerto
Os rostos tornam-se riscos
Os músculos pulam, ao atrito de outros
Fecha os olhos! Deus, faz passar!
E não passa
E eles passam
A saliva prende à garganta
O estomago dá-se um nó
E os passos se pegam confusos
Incertos até de um e outro
Passa a mão na cabeça
Cerra os olhos
Finge que nada é real
Finge que dorme
Se pega olhando pro fundo
No tenro abismo do mundo
Onde a calma se faz verdade
Cortando do medo os pulsos
Ricardo Coleoni
terça-feira, 6 de julho de 2010
Quando isso acaba, acaba. E quem sou eu?
Em trapos
Dobrando minhas colchas,
Minhas coisas, minhas forças
Repletas de ti
Riscando
Minhas fotos, meus sorrisos
Nos seus rostos, nos seus gostos
De emoções passageiras
Mal sabe o vento
Das sementes que leva
E me eleva, me completa
Por um segundo
Mal sabe a areia
Que doma meu sono,
Meus sonhos, meus olhos
No esquecimento
Amando aos pedaços
Partindo os abraços
Soltando-se as mãos
Curvando a cabeça
Relendo das cartas
Sentado no chão
Cansado, cego, surdo
Olhando pra vida
A rua vazia
Ninguém no portão.
Ricardo Coleoni
Dobrando minhas colchas,
Minhas coisas, minhas forças
Repletas de ti
Riscando
Minhas fotos, meus sorrisos
Nos seus rostos, nos seus gostos
De emoções passageiras
Mal sabe o vento
Das sementes que leva
E me eleva, me completa
Por um segundo
Mal sabe a areia
Que doma meu sono,
Meus sonhos, meus olhos
No esquecimento
Amando aos pedaços
Partindo os abraços
Soltando-se as mãos
Curvando a cabeça
Relendo das cartas
Sentado no chão
Cansado, cego, surdo
Olhando pra vida
A rua vazia
Ninguém no portão.
Ricardo Coleoni
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